terça-feira, 18 de outubro de 2011
Des-com-pas-sa-da
vem com esses olhos ternos e safados que só você tem.
Nas noites de chuva,
Com seu rosto colado ao meusei que me pertenceu.
Nas noites escuras de chuva,
seu nome se torna minha cura.Seu cheiro revela meu desejo.
Seu beijo me leva a loucura.
Nas noites de chuva, que tudo se torne orquestra,
pois estou des-com-pas-sa-da.
Nas noites de chuva, que tudo seja loucura,
pois não faço mais sentido.
E estou seguindo nas noites de chuva,
procurando minha cura no teu nome. Saciando minha fome,
de você.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Sobre falta.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Nada disso faz sentido para mim.
Estou me tornando uma máquina. Sem pele, sem calor, sem sentimentos, sem vida. E, sem pensar duas vezes, te digo que a culpa é desse mundo, esse mundo vazio que, mesmo em domingos de sol, insiste em sangue.Eu vejo tanto caos, tanta desordem, por aqui. Esse pequeno ponto azul flutuante, tão quente quanto o inferno, que faz minhas engrenagens esquentarem quase me danificando. Por aqui, só tem lugar para o mal, para aqueles que querem derramar o maximo de sangue possível para serem coroados reis do mundo, ou qualquer merda que não seja certa.
Alguma coisa está errada, por onde quer que eu olhe, eu vejo sangue, assassinos matam cada vez mais, garotas morrem por beleza, garotos ricos andando em carrões enquanto crianças morem de fome. Quando dinheiro virou prioridade?
Sinto-me só, nada disso faz sentido para mim. Será que só pra mim?
Onde eu olho, vejo pessoas condenadas ao trabalho, ao dinheiro. As pessoas já não estão mais felizes, as coisas não estão como costumavam ser. Jovens se preocupam mais com aparência do que conteúdo, eles estão vazios agora. E, sem pensar duas vezes, te digo que a culpa e desse mundo.
Nada disso faz sentido para mim!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Queridas Lembranças
Quanto tempo já se passou? Alguns meses, eu acho..
Não, não desde meus ultimos escritos. Desde quando eu me imortava com minha aparencia.. Quanto tempo já faz?
Foi naquele verão... Foi quando Lucy me disse adeus. Foi quando ví ela com um rapaz mais jovem, passeando de mãos dadas. Foi quando decidi que nada mais valia a pena.
- Já reparou que sempre tem amor envolvido? Mas a maioria das histórias, falam de um coração partido, de amores impossiveis e a falta de crença das pessoas nele. -
Eu não posso fazer isso. Eu amei, amo e vou sempre amar Lucy. Eu conheci o verdadeiro amor. Não posso culpa-la, ela fez a melhor escolha. Ele era jovem, estudava direito, era de boa familia, eram da mesma classe social, ele morria da amores por ela...
Talvez ela soubesse do meu futuro. Talvez ela ainda pense em mim. Talvez seja o destino. Talvez Deus tenha me mostrado a parte boa da vida para que quando eu conhecesse a ruim eu lutasse. Talvez eu devesse lutar. Talvez não.
Quer saber? Cansei! Cansei dessa casa, dessa vida. Cansei de mim!
Vou tomar um longo banho, fazer a barba, arrumar a casa e dane-se o resto!
- Já reparou que sempre tem uma reviravolta? -
quarta-feira, 16 de março de 2011
Aceite, ou não.
Você já se sentiu presa, enjaulada, trancada?
Como se todos os seus sonhos tivessem sido arrancados de você numa forma tão violenta que você, deixou de ser você. Como se você, que é tão divertida e bem humorada tivesse que, de uma hora para outra, se tornar séria e rígida. Como se você, tão meiga e fofa tivesse que se tornar fria e gélida, assim, em meio a um abraço tão aconchegante e quentinho. Como se uma criança tão frágil e delicada tivesse descoberto que Papai Noel não é real, todo natal perdeu sua magia e graça. Como se você tivesse que ser outra pessoa, simplesmente porque você me faria passar vergonha, ou algo assim. Como se todos os abraços e beijos dados, todas as palavras de amor e frases ditas tivessem sido jogadas fora. Como se eu não pudesse ser mais eu.
Quem está me roubando de mim? Quem está tirando de mim todas a minhas características? Minhas manias? Meu jeito, minhas palavras? Quem será o culpado por isso tudo isso?
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Queridas lembranças
Capitulo I
As futilidades nem me fazem tanta falta mais, o cigarro e o álcool estão
sumindo de minha vida, as festas, tão freqüentes, já não são mais e tudo
que me resta é esta antiga maquina de datilografar de meu pai.
Vivo a base de café forte e objetos não identificados em minha cozinha,
Cozinha?...Melhor dizer casa de ratos e baratas
Passo quase o dia todo neste quarto e a noite também, o sono não me visita mais, acho que ele tem medo de ficar como eu. Não vejo pessoas, nem a cidade, a luz do dia é minha inimiga.
O saldo é quase zero e mal dá para viver, os textos e livros que escrevo não vendem bem, ficam jogados em bancas decadentes, decadentes com eles mesmos.
A algum tempo, em uma de minhas raras saídas passei em frente a um banca de jornal,uma mulher estava lá,com uma criança, ela pegou um de meus livros,e disse:
-Estes livros deveriam estar no lixo e não aqui,tenho dó desse “escritor”,decadente, e de sua família...
É... Talvez um homem de meia idade, como eu, deveria ter uma família e filhos,
mas quem iria se casar com um ‘escritor decadente’ ?!
sábado, 8 de janeiro de 2011
Grite.

Nesta madrugada, só murmúrios ouvi
A cidade dormia e o mundo parava,
Nem passos, carros, festas...
Nada, sem você o mundo para, a noite cala
Tudo que ouvi foi o 'tic-tac' do relógio
Liberta-me, solta-me, ajuda-me
'tic-tac'
A dor, a angustia e o
'tic-tac' 'tic-tac'
Grite,ria,beba, use e seja
A dor, a angustia e o
'tic-tac'
O silencio me atormentava
E a dor aumentava
E só o que ouvia era o
‘tic-tac’ do relógio
Grite e seja quem quiser
Aproveite a sua juventude
pois,quando menos esperar a
velhice vai chegar
e o ‘tic-tac’
vai continuar
A dor, a angustia e o
'tic-tac' 'tic-tac'
