terça-feira, 31 de julho de 2012

Nó de escoteiro.



Engraçado como temos alguém nas mãos e de repente não temos mais nada.  Engraçado como uma só pessoa consegue levar tudo de você. E ai vocês se encontram na rua, no mercado, numa festa... Os dois acenam desconcertados e sem jeito, fingindo que nada aconteceu.
Mas ai chegam outras pessoas, outros amores, outras amizades.
 “Laços só viram nó depois de muito aperto.” Li isso em algum lugar. Se encaixa bem pra gente. Só viramos nó depois de alguns apertos. Meus apertos, mas que você fez questão de dividir. Somos nó. Nó cego! E tomara que ninguém, nunca, consiga soltar a gente. Mesmo com nossas diferenças, nossas esquisitices e nossas discuções.
E mesmo que você não entenda o meu jeito de agir e de pensar em relação a você, sei que da sua forma toda torta e errada você aceita. Mesmo não querendo.  E mesmo que nos machucamos às vezes, sei que você sabe que não é de propósito, e eu também sei disso. Mesmo que não concordamos com muita coisa, a gente dá certo. A gente combina, se encaixa, acomoda, se encontra, se perde e se reencontra de novo.
Fomos segundos, terceiros, quartos, salas, banheiros, quintas, sextas, sábados e domingos.
Porque somos mais que laço, somos nó! E vise-versa.